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Vídeo-aula 28: Depressão na infância e adolescência


A depressão é um problema cada vez mais comum atualmente, inclusive em crianças e adolescentes, o que era muito raro tempos atrás.

A prevalência da depressão em crianças pré escolares é de 1%. Em idade escolar esta entre de 2 e 4% e entre os adolescentes a prevalência é de 5 a 8%.
Embora muitas pessoas apresentem sintomas depressivos em alguns momentos, não significa que tenham depressão. Esta é um transtorno de humor ou afeto, com sentimentos de tristeza profunda associado com sintomas fisiológicos e orgânicos da pessoa (atrapalhando diversos campos da vida). Os sintomas devem durar por mais de um mês para que se possa caracterizar a doença.

As causas nas crianças são de origem multifatorial: variáveis biológicas, psicológicas e socioculturais. Os fatores de risco estão relacionados a:
- história familiar de depressão (pais ou parentes próximos)
- sexo feminino
- episódios anteriores
- acontecimentos estressantes
- dependência de droga
- violência doméstica
- elevada exigência acadêmica

Como perceber na escola:
- queda do rendimento escolar
- falta de concentração
- perda de interesse e motivação
- pensamento lentificado
- impulsividade e irritabilidade
- choro fácil
- isolamento
- dificuldades cognitivas

A principal consequência da depressão relaciona-se ao comprometimento do desenvolvimento social, que pode ter recorrência na fase adulta.

Os tratamentos envolvem medicação, psicoterapia, suporte familiar, psicoeducação (rede de apoio, suporte social importante: escola, trabalho e amigos)

Aspectos importantes a serem considerados:
- identificar antecedentes
- minimizar o impacto negativo
- aumentar os esforços de soluções de problemas
- a pessoa precisa aprender habilidades para lidar com problema futuros, afinal todo mundo têm problemas, precisando aprender a lidar com eles.
- fortalecer as condições que garantam a busca por ajuda em todos os contextos (família, trabalho, escola, comunidade).

Vídeo-aula 27: Stress e Ansiedade na infância e na adolescência

O stress e a ansiedade são reações naturais do organismo diante de situações difíceis. Porém, quando eles passam a estar presente por períodos prolongados, alguma coisa precisa ser feita.


Atualmente vivemos sob inúmeros estímulos, em um verdadeiro bombardeio de informações, imagens, sons... As crianças também enfrentam situações estressantes desde cedo: acidentes, doenças, mudanças etc. Situações como brigas entre os pais, divergência na forma de educar, pode desencadear ansiedade na criança.

Os professores podem atuar por meio do conhecimento sobre os alunos através de conversas, incentivando os alunos a perguntarem e falarem, escutar o que os alunos dizem, respeitar o ritmo de cada um, promover atividades em grupo e atividades mais calmas.

É importante que tanto os professores quanto a família tenham conhecimento sobre as situações que desencadeiam a ansiedade e o stress na criança ou adolescente, para que encaminhamentos sejam feitos no sentido de amenizar esta situação.

Fonte: Site Veja

Vídeo-aula 24: Mídia e Comportamento

Por serem períodos de formação, a infância e a adolescência são também os períodos de maior vulnerabilidade a influências externas.

Segundo a professora Lilia de Souza Li, a socialização é o processo pelo qual se interiorizam valores, crenças, atitudes e normas de conduta próprios do grupo social ou sociedade, incorporando-os à própria personalidade.

A mídia apresenta-se como um importante meio de socialização, dado seu acesso universal, seja por meio da televisão, do rádio, da mídia impressa, da música ou da internet.

Partindo destas três informações iniciais, temos o tema desta videoaula, que aborda a influência da mídia sobre o comportamento de crianças e adolescentes.

Alguns dados impressionam: aos 18 anos de idade, um indivíduo já viu 200 mil ações violentas na TV; a cada 10 mil horas de TV, 61% apresentam violência, muitas vezes de forma divertida e em programas infantis. Em média crianças e adolescentes passam mais de 21 horas por semana assistindo a TV, estando expostos a 10 mil cenas de violência por ano e 15 mil cenas com referência sexual. 100% dos filmes animados infantis apresenta violência como meio justificável para que os heróis vençam conflitos.

As consequências de tanta exposição relacionam-se a problemas físicos e mentais, condutas agressivas, dessensibilização em relação à violência, medo, depressão, pesadelos ou distúrbios do sono.

A escola deve promover programas de ensino sobre mídia na escola, alertar os pais para a vulnerabilidade das crianças e adolescentes perante a mídia. E os pais devem ter um acompanhamento mais próximo sobre o que os filhos assistem, sobre o que acessam na internet, sobre as músicas que escutam. Não no sentido de censurar, mas de orientar.

Relacionado ao tema da influência da mídia sobre crianças e adolescentes, o filme a seguir - Criança, a alma do negócio - é um documentário sobre o consumismo entre crianças e adolescentes e como estes são influenciáveis pelas propagandas:


Vídeo-aula 23: Uso de substâncias psicoativas



O conceito "substâncias psicoativas" envolve todas as substâncias que agem alterando o funcionamento psíquico, tanto substâncias ilícitas quanto as lícitas, como o álcool, tabaco e medicamentos.

Tem se tornado comum entre os jovens a ideia de que para se divertir é preciso estar alterado, para isto, recorrem às substâncias psicoativas. O padrão de uso dessas substâncias entre os adolescentes é "anárquico", sendo comum misturarem, por exemplo, álcool e energético, o que potencializa os efeitos danosos. Quanto mais jovem é o indivíduo, maior é o risco de danos à saúde e maior o risco de dependência.

Embora haja informação veiculada pela imprensa, em postos de saúde, na mídia em geral sobre os efeitos negativos do uso de substâncias psicoativas, muitos jovens e crianças experimentam drogas e muitas caem no vício. Há casos em que a curiosidade sobre os efeitos relatados por outras pessoas é o que leva ao uso, em outros casos, recorre-se a estas substâncias como válvula de escape em situações de tristeza ou ansiedade. Pessoas com baixa autoestima, que se sentem excluídos, tendem a estar mais vulneráveis.

É importante estar atento aos comportamentos do adolescente, se houver alterações é importante agir logo no início. Se já houver dependência, o tratamento envolverá acompanhamento psiquiátrico e em alguns casos com uso de medicação para os sintomas de abstinência ou possível depressão.

Conversar com os adolescentes é a melhor forma de obter informações sobre o que está acontecendo. É importante que a conversa seja aberta, tranquila e não sermões ou palestras que inibem a resposta do adolescente. Pessoas próximas aos jovens devem sanar suas dúvidas sem censurar, mas chamando atenção para informar dos riscos que se corre ao ingerir substâncias psicoativas.

A informação não garante que o adolescente não irá usar estas substâncias, mas a falta de informação certamente aumentará as chances de que o uso ocorra.



Vídeo-aula 20: Bullying

Nesta aula são apontadas as principais características do bullying, que consiste em um comportamento agressivo entre estudantes, com ações como apelidar, ameaçar, intimidar, hostilizar, perseguir, agredir, ocorrendo sistematicamente e sem motivação aparente. É um fenômeno que ocorre em escolas no mundo todo, sendo que cerca de metade das crianças já foram vítimas de bullying. O cyberbullying ocorre na internet, por meio de ofensas e difamações com imagens, textos ou vídeos.

Os agressores geralmente vêm de famílias violentas ou com pais opressores. Acreditam na impunidade de seus atos, por isso agem atacando a mesma vítima repetidamente. Em muitos casos os agressores já foram vítimas de bullying.

Entre as meninas as agressões são predominantemente verbais, difamatórias, enquanto que entre os meninos prevalece a agressão física.



Fonte da imagem à esquerda: PennState e da imagem à direita: Edudemic


As vítimas, ou alvos, geralmente são pessoas tímidas, inseguras, com dificuldade de reagir à críticas e agressões, fisicamente frágeis e comumemte novos na escola ou têm alguma diferença cultural ou física.

As testemunhas não falam sobre o que veem, geralmente por medo de se tornarem vítimas. E as vítimas não procuram ajuda por acreditarem que nada será feito.

As consequências que o bullying causa vão desde a queda no rendimento escolar, sofrimento profundo, crises de pânico, até fobia escolar e depressão.

Os professores devem estimular debates em sala de aula, incentivando práticas baseadas no respeito. Também deve-se orientar os pais, demais professores e os alunos por meio de palestras e atividades que promovam a conscientização sobre o problema.

Os casos graves devem ser encaminhados para tratamento psicológico, tanto da vítima quanto do agressor, já que casos de bullying podem evoluir até atingir resultados trágicos a médio e longo prazos, daí a importância da conscientização e da identificação precoce dos casos de bullying.


Vídeo-aula 19: Violência nas escolas

Fonte da imagem: PuntoEdu/PUCP

Esta videoaula propõe uma reflexão sobre as origens do comportamento violento na adolescência. Diversas são as causas que geram atitudes agressivas e destrutivas, desde fatores sociais, até transtornos psicológicos. Ao ter conhecimento sobre os fatores que geram este tipo de comportamento, aumentam as possibilidades de identificar situações de vulnerabilidade e propor ações adequadas.

Conforme foi apresentado nesta aula, dentre os principais problemas que podem surgir durante a adolescência estão o uso de substâncias psicoativas, tendência à depressão e ansiedade e a delinquência. Estes problemas podem ter origem na infância, uma vez que a exposição à violência no ambiente familiar pode contribuir para o desenvolvimento de comportamento violento por parte da criança.

Principais fatores de risco apontados como desencadeadores dos distúrbios de conduta e delinquência:
- fatores contextuais: família desestruturada, doenças mentais nos pais, pais negligentes e desinteressados
- fatores sociais: desemprego, fracasso escolar, redes de apoio ineficientes

Modelos ideais de redes de proteção à infância e adolescência seguem padrões semelhante aos representados abaixo, com a atuação da escola, da família, do Conselho Tutelar, Juizado da Infância, Centros de Apoio, dentre outros:


Fonte da imagem à esquerda: Ministério Público do Paraná, imagem à direita: Organização Internacional do Trabalho

Mas na prática, infelizmente nem sempre existe um apoio real. A omissão gera o agravamento da situação, de modo que é necessário manter a observação em relação aos comportamentos dos alunos na escola, e manter contato com a família para conhecer a situação em que um possível aluno em risco está vivendo.

Vídeo-aula 16: Sexualidade e prevenção de risco

Em continuidade à aula anterior, as professoras Lilia Freire a Marici Braz discutem algumas questões que geram debates sobre a sexualidade na adolescência.

Embora a incidência de AIDS tenha reduzido na população geral, houve um aumento na população adolescente. Além disso, segundo um dado de 2004 da UNESCO, cerca de 20% dos adolescentes nunca usaram preservativo em suas relações sexuais.


Fonte da imagem: Site M de mulher

Estes dados vão de encontro ao fato de que atualmente há maior acesso à informação e métodos preventivos de gravidez e doenças sexualmente transmissíveis, porém, o que falta para que dados como este e os apresentados na aula anterior, sobre a incidência de gravidez não planejada na adolescência e o número de abortos entre adolescentes de fato diminua?

As proefssoras sugerem nesta videoaula que a escola promova dinâmicas para ajudar os professores a se sentirem mais confortáveis para lidar com o assunto junto aos adolescentes. É necessário que a escola avance da abordagem puramente biológica da sexualidade, para uma abordagem que evidencie o fato de que a sexualidade envolve afetividade, respeito, a vontade do outro e também a própria vontade.

No Brasil, muitas adolescentes engravidam nas primeiras relações sexuais e em grande parte dos casos os meninos não se responsabilizam. É também importante discutir a responsabilidade dos dois que estão envolvidos na relação. Assim, a contracepção não é responsabilidade apenas do homem ou apenas da mulher, mas os dois compartilham responsabilidades.

Fonte da imagem: Unisite - Saúde

Segundo as professoras, é importante que os adolescentes utilizem a dupla proteção, ou seja, além do preservativo, que evita doenças sexualmente transmissíveis (DST), outros métodos contraceptivos, como a pílula também podem ser adotados.

O papel da escola deve ser o de dar orientação aos alunos adolescentes, mantendo sempre o diálogo, permitindo que os alunos exponham suas dúvidas, sem censurá-los, mas dando todas as orientações possíveis e alertando-os sobre os riscos a que podem estar se expondo ao não utilizarem de prevenção à gravidez e DST. Este diálogo também é indispensável no âmbito familiar. A história em quadrinhos abaixo mostra a importância do diálogo aberto com os adolescentes:


Clique para ampliar. Fonte da imagem: Blog Gravidez na adolescência

Vídeo-aula 15: Sexualidade na Escola


Fonte da imagem: link 

A palavra que pode ser considerada central nesta videoaula sobre a sexualidade na escola é diálogo. É importante que exista um canal aberto entre os alunos e os professores e demais adultos da escola, para que possa haver esclarecimentos, orientações, para que os adolescentes possam sentir confiança para fazer perguntas e, caso seja necessário, contar algo que esteja acontecendo em sua vida, se não tiver com quem conversar em casa.

Dados estatísticos apresentados na videaula mostram que a taxa de gravidez na adolescência é de 21%. E a porcentagem de abortos na adolescência é de 19,4%. Há também altas ocorrências de relações sexuais forçadas que muitas vezes acontecem dentro da família do adolescente.
Estes dados mostram a necessidade que cada vez mais haja acesso à informação, à formação sobre a importância da prevenção a doenças e também a gravidez não planejada.

A sexualidade desenvolve-se desde a infância, quando passa pelas fases oral, anal, fálica ou genital, atravessa a puberdade, que é o período de latência da sexualidade, e depois chega á fase genital adulta.

Ao considerar o desenvolvimento da sexualidade entre a puberdade e a fase adulta, deve-se ter em mente que a adolescência é um processo social e psicológico, e não biológico, ou seja, a adolescência não corresponde estritamente às mudanças físicas e biológicas da puberdade. A adolescência é a fase marcada pelas transformações relacionadas à maneira como o indivíduo se percebe na sociedade, na família, no grupo de amigos, desse modo, a sexualidade relaciona-se à estas transformações.

As dificuldades em abordar a sexualidade na escola envolvem preconceitos, vergonha, resistência por parte dos alunos (e em alguns casos também de professores) em falar abertamente sobre o assunto.

No vídeo abaixo há uma entrevista com a psicóloga Ligia Guerra, que vai ao encontro do que foi abordado nesta aula. Também é apresentado o projeto de uma escola de Curitiba envolvendo o tema da sexualidade:



Vídeo-aula 12: Retardo Mental e Autismo

Assim como no caso do transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), o retardo mental e o autismo também requerem um diagnóstico, pois tendo conhecimento das reais condições da criança, fica mais fácil lidar com ela, tanto no âmbito da escola como da família.

Esta videoaula abordou as características do retardo mental e do autismo, e também ações possíveis de serem feitas a partir da família e da escola.


Retardo mental
Segundo definido nesta videoaula, as pessoas com retardo mental são aquelas que possuem habilidades intelectuais abaixo da média, com início do déficit antes dos 18 anos de idade. As principais consequências aparecem no desenvolvimento da vida pessoal, no aprendizado, nos cuidados pessoais e na vida acadêmica desde a alfabetização. Ocorre entre 1 a 2% da população geral.

Tipos:
- leve: apresenta atraso na linguagem, mas se comunica e apresenta independência nos cuidados pessoais. Tem condições de levar uma vida de forma independente.
- moderado: apresenta dificuldade na compreensão e no uso da linguagem, precisa de auxílio nos cuidados pessoais e pode ter habilidades motoras limitadas.
- grave: apresenta grandes prejuízos intelectuais, funcionais e motores. Pode ter problemas visuais, auditivos, causados por lesões orgânicas ou desenvolvimento cerebral inadequado.

É importante que haja a identificãção precoce, por meio de exames desde a gestação. O tratamento envolve o controle das alterações do comportamento (agressividade, agitação psicomotora etc.). Deve-se estimular o treino das habilidades sociais. Na escola é necessário promover estímulos que favoreçam o desenvovimento, melhorando as relações sociais e buscando qualidade de vida para a criança.

O filme "Simples como amar" (The Other Sister - 1999) tem como protagonista a personagem Carla Tate, que apresenta retardo mental mas que quer viver uma vida normal. Na cena abaixo, ela e seu namorado (também com retardo mental) estão no baile do colégio e vão conferir suas notas finais. Ela foi aprovada e ele fica se sentindo "burro" por não ter conseguido.




Autismo

É um transtorno do desenvolvimento com prejuízos na interação social, atraso na aquisição da linguagem e comportamentos repetitivos. Ocorre em média de 2 a 5 casos para cada 10 mil crianças. É mais comum em meninos do que em meninas.

Principais características:
- É identificado geralmente por volta dois anos e meio de vida. A criança resiste aos cuidados paternos, não fala e não interage. A criança desvia o olhar, não tem interesse na voz humana e demonstra indiferença ao afeto e não brinca com outras crianças.
- Apresenta interesse por brincadeiras estereotipadas, por exemplo, brinca com o carrinho não pelo carrinho, mas pelo movimento que a roda faz e fixa a atenção naquele movimento. Apresenta movimentos repetitivos, demonstra fascinação por luzes e movimentos, não gosta de mudanças na rotina e pode responder com agressões a essas mudanças. Tem a linguagem comprometida.
- Na escola não se interessa em brincar com outras crianças, mas tem interesse por brinquedos específicos ou por parte deles. Demonstra resistência em aprender novas atividades, o que sabe é sufiente.

As crianças com autismo precisam ter atenção especial, um tratamento individualizado. É necessário haver ações conjuntas, com participação na escola regular mas também uma educação especial com atendimento específico. Cerca de 45% dessas crianças pode desenvolver uma boa comunicação verbal com um trabalho direcionado nesse sentido.

O filme Rain Man (1988) mostra a convivência com o autismo, através da história do personagem Charlie Babbitt, cujo pai morre e deixa a herança para um irmão que Charlie não conhecia. Interessado na herança, Charlie vai ao encontro do irmão, que é autista. Ao longo do filme Charlie vai aprendendo a conviver, passando por inúmeras situações.



Vídeo-aula 11: Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)


A imagem acima ilustra a impressão que por vezes se tem da criança que possui o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), como sendo "uma criança que vale por quatro", tamanho grau de agitação.
O TDAH é um transtorno comportamental e neurobiológico de causas genéticas e ambientais, que aparece na infância e pode acompanhar o indivíduo pela vida toda. Embora nós, professores, não tenhamos condições de fazer diagnósticos, podemos identificar características para então poder agir de maneira adequada, inclusive entrando em contato com a família, pois há casos em que esta não possui conhecimento sobre a condição da criança.

Conforme apresentado nesta videoaula, as principais características ou sintomas do TDAH são:
- Desatenção: a criança não repara detalhes, distrai-se com estímulos externos, apresenta dificuldades de organização, não segue instruções, perde coisas importantes;
- Hiperatividade: a criança não se envolve em atividades silenciosas, agita as mãos e os pés ou se remexe na cadeira, não consegue ficar sentado, corre muito e é muito falante;
- Impulsividade: a criança dá respostas precipitadas a perguntas não terminadas, tem dificuldade de esperar sua vez, interrompe ou se intromete em conversas alheias, não tem paciência.

Há três tipos de TDAH: a) predominantemente desatento, no qual o portador do transtorno tende a ser distraído, socialmente isolado, esquece-se com facilidade das coisas; b) predominantemente hiperativo-impulsivo, no qual o portador do transtorno é muito agitado, inquieto e pode apresentar agressividade; c) combinado, no qual o portador do transtorno apresenta todas as características, agindo impulsivamente, não interagindo nos meios sociais, tendo dificildades em fazer planos.
As consequências mais comuns são: baixo rendimento escolar, perda da autoestima, falta de motivação, tristeza, inclinação ao uso de substâncias como drogas e álcool, predisposição à depressão, e com o passar do tempo o indivíduo pode tornar-se um adulto com insegurança e dificuldades de relacionamentos.
Na videoaula foram apresentadas diversas informações bastante enriquecedoras, sobre as causas, sobre o diagnóstico, as consequências, o tratamento e também foram apresentadas sugestões de como trabalhar com estas crianças na escola.
É importante haver um conhecimento sobre o TDAH, pois é possível que crianças não diagnosticadas sejam rotuladas como preguiçosas ou mal educadas, devido ao seu comportamento característico. É importante observar as situações em que as crianças conseguem concentrar-se nas atividades, pois em geral quem possui TDAH dificilmente se concentra.

Uma forma de ajudar os portadores de TDAH é ajudar a organizar a rotina, de modo que ele possa prever o que irá acontecer ao longo do dia, também é importante incentivar reconhecendo seus avanços e também é importante que a escola dialogue com a família, para trocar informações e trabalhar em conjunto para o desenvolvimento saudável.

Vídeo-aula 8: Distúrbios Alimentares (anorexia, bulimia e obesidade)

Segundo a professora Lilia de Souza Li, a adolescência é uma fase de grande vulnerabilidade para o surgimento de distúrbios alimentares, que podem comprometer o desenvolvimento, uma vez que nessa fase da vida há maior necessidade de consumo energético e de proteínas.
Conforme visto nesta aula, os distúrbios alimentares surgem da interação entre fatores psicológicos, biológicos, familiares e socioculturais.

Os principais transtornos alimentares são a anorexia nervosa, bulimia nervosa e o transtorno de compulsão alimentar periódica.

As imagens abaixo, disponíveis no site Invivo, da Fundação Oswaldo Cruz, mostram algumas das complicações que a bulimia e a anorexia podem causar:


Efeitos da bulimia. Fonte: Site Invivo - Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz)


Efeitos da anorexia. Fonte: Site Invivo - Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz)


A anorexia e bulimia envolvem uma excessiva preocupação com o peso e a forma do corpo. Existe um medo de engordar, havendo inclusive uma distorção da percepção da própria imagem, a pessoa se vê mais gorda do que de fato é. Na anorexia, o indivíduo passa a ter dietas restritivas, comendo muito menos do que o mínimo necessário e na bulimia, há a ingestão dos alimentos, mas logo em seguida o indivíduo recorre a métodos "compensatórios", forçando o vômito, ou utilizando laxantes ou diuréticos.

O tratamento destes distúrbios deve ser acompanhado por equipe multidisciplinar, envolvendo psiquiatria, psicólogo, endocrinologista, nutricionista, ou seja, todos os profissionais da área da saúde que possam oferecer suporte para que o paciente se recupere e passe a se alimentar de modo adequado e saudável.

No caso da obesidade, trata-se de um distúrbio do metabolismo, havendo armazenamento excessivo de energia na forma de gordura. Os principais fatores para desencadeamento da obesidade são genéticos, comportamentais e ambientais. Seu tratamento prevê a orientação alimentar com nutricionista e mudança de hábitos, incluindo na rotina a prática de atividade física regular.


A escola pode promover ações com objetivo de informar e orientar os alunos e as famílias sobre estes distúrbios, por meio de atividades em sala de aula e também atividades como palestras e fóruns sobre saúde alimentar, por exemplo.

No link abaixo está o artigo de origem das duas primeiras imagens acima:
http://www.invivo.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=791&sid=8

Vídeo-aula 7: Crescimento, Desenvolvimento ponderal e Hábitos alimentares

Esta aula da professora Lília de Souza Li apresenta, de modo bastante detalhado, as principais características do desenvolvimento físico das crianças em todas as fases: primeira e segunda infâncias e puberdade.

Esta terceira etapa, que ocorre entre os 9 e os 17 anos de idade ocorre durante a vida escolar das crianças, sendo observadas por nós, professores. A relevância desta aula é a de mostrar a importância em se observar o ritmo de desenvolvimento dos alunos, para que possamos compreender melhor as mudanças pelas quais as crianças passam e a forma como estas mudanças podem interferir no modo como as crianças se comportam.

O acompanhamento da família por meio dos gráficos de crescimento da criança é muito importante, cabendo à escola participar na conscientização sobre este acompanhamento. Orientações quanto à importância da realização de atividade física para estimular a produção de hormônio de crescimento e também a importância de um tempo regular de sono, além da alimentação adequada, cabem também à escola, uma vez que a saúde é um dos temas transversais que devem estar presentes nas atividades curriculares.

O Programa Saúde na Escola, do governo federal é uma política conjunta entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação, que prevê ações voltadas para orientação e acompanhamento dos estudantes dentro das escolas. A imagem abaixo ilustra uma ação desenvolvida em uma escola na cidade de Anápolis (Goiás), no momento em que profissionais da Saúde fazem a medição de peso e altura de um aluno:


Fonte: Site da rádio Portal 670.

No link a seguir há uma entrevista com a coordenadora do Programa Saúde na Escola na cidade de Anápolis. Nessa entrevista ela explica como funciona o programa e as principais ações e procedimentos que vêm sendo feitos no município.

Áudio da entrevista: http://www.portal670.com.br/?p=17293


O link a seguir é do Ministério da Saúde, com informações mais detalhadas sobre a estruturação do Programa Saúde na Escola: http://dab.saude.gov.br/programa_saude_na_escola.php

Vídeo-aula 4: Saúde do Professor



Nesta aula foram abordados três principais aspectos que sustentam a saúde dos professores: a voz, a postura corporal e o controle do stress. Foram também citados fatores desencadeantes de problemas na saúde dos professores as pressões externas, o desgaste físico, ansiedade e depressão.

A voz é o principal instrumento de trabalho dos professores e, por isso, deve ser muito bem cuidada. É importante atentarmos para a forma como a utilizamos, evitando falar muito alto, hidratando continuamente (tomando água sempre que possível). Ao forçarmos demais as cordas vocais corremos o risco de sofrer alterações na voz que podem ser bastante prejudiciais. Uma dica interessante é, ao falar com os alunos, durante as aulas, ir variando a entonação da voz, pois isso ajuda a despertar a atenção dos alunos.

Sobre a postura, algumas atividades bem simples podem ser incorporadas à rotina de todos os professores, ajudando a prevenir dores na coluna, por exemplo. É importante fazer um alongamento antes de entrar em sala de aula, manter a coluna sempre ereta e, fora do trabalho, manter atividades físicas regulares, pois o sedentarismo junto com a má postura podem, a médio prazo, prejudicar nossa coluna.

Com relação ao stress, este é uma reação natural do organismo, quando estamos em situação de medo, confusão ou felicidade. O problema é quando ele está presente durante grande parte do nosso dia. As causas do stress, em geral estão relacionadas à falta de tempo, pressões, que geram ansiedade que pode suscitar agravantes, como doenças psíquicas ou mesmo cardíacas. Foi mencionada a Síndrome de Burnout, caracterizada por uma depressão e insensibilidade a quase tudo e todos, sendo um estado de total exaustão, na qual o profissional já não reage a nenhum estímulo.

É importante trabalhar na prevenção desses problemas, procurando manter atividades físicas, mantendo-se sempre em formação, trocando experiências com colegas, cuidando também da saúde emocional.

Vídeo-aula 3: Introdução: Saúde na escola

Esta aula é uma apresentação da disciplina Saúde na Escola, na qual o professor Li Li Min discorre sobre os diversos temas ligados à saúde e que estão presentes no cotidiano da escola: crescimento físico, alimentação, anorexia, obesidade, afetividade/sexualidade, gravidez precoce, TDAH, uso de drogas, o bombardeio constante de informações pelos diversos meios de comunicação e mídia, o stress e a saúde dos professores.


Fonte: imagem retirada deste link

Esta aula de apresentação possibilita-nos algumas reflexões sobre os temas elencados, que serão estudados nas próximas aulas. Os problemas relacionados à saúde, que aparecem na escola, em grande parte têm relação com o ritmo de vida moderno, no qual vive-se sempre "correndo atrás do tempo", sob cobranças, pressões externas, exigências, o que leva à um desgaste físico, mental e emocional, acarretado pela pressa com que se realizam atividades tão importantes para o bom funcionamento de nosso organismo quanto o descanso (sono) e a alimentação.

Todos estes problemas manifestam-se em diferentes graus e em diferentes momentos de vida dos indivíduos, sejam eles alunos, professores, gestores, funcionários, familiares, e em todos os casos terá influência direta ou indireta na qualidade das atividades escolares.