Vídeo-aula 17: Transformações Sociais, Currículo e Cultura

A aula do professor Marcos Neira traz uma importante discussão sobre a necessidade de se pensar o currículo da escola em relação aos alunos que dela fazem parte. Se por muito tempo a escola contava com um público restrito, hoje ela está aberta para o acesso de todas as camadas da sociedade, com isso, a escola passa a receber diversos representantes de grupos culturais que até então não tinham participação.

Nesta aula foram descritas três correntes teóricas sobre o currículo:
- As teorias tradicionais, que não colocavam em questão o valor que os conhecimentos presentes no currículo tinham, estes conhecimentos simplesmente eram determinados por alguém e deviam ser aprendidos pelos alunos.
- As teorias críticas, que a partir dos anos 1960 passaram a questionar o currículo como forma de manter as desigualdades sociais.
- As teorias pós-críticas, que trazem também questões de gênero, classe e outras questões sociais.

Conforme a fala do professor Marcos Neira, "currículo é toda experiência proposta pela escola ou a partir dela. Como todo currículo é uma prática social, eles deixam marcas, forjam identidades". Na escola atual, a sala de aula é um contexto multicultural, pois cada aluno traz uma concepção de mundo diferente. Dessa forma, o currículo deve estar em sintonia com quem dele participa. Para que isto ocorra, a elaboração do currículo deve, portanto, ter a participação de quem o pratica - a comunidade escolar.

O vídeo abaixo é um trecho do filme "Democratic Schools" (de Jan Gabbert - Alemanha, 2006). A partir dele pode-se refletir sobre a estruturação da escola, do currículo, que relação existe entre o que o currículo propõe aos alunos e o que de fato é importante que eles aprendam.


No trecho em que a professora está explicando sobre a borboleta e a aluna observa a borboleta que aparece na janela, a professora censura a aluna, fechando a janela. Ao invés de aproveitar a oportunidade de fazer com que os alunos observem o objeto real que estão estudando, mantém o formato tradicional, teórico e monótono do qual os alunos apenas participam passivamente.

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